domingo, 26 de outubro de 2008

Amor e Dissabores


Por ter encontrado dissabores;
Desamores;
Quando buscava sabores;
Harmonia e calmaria;
Refugiei-me, num canto,
Frustrado, amedrontado;
Confesso: Acovardado.
Amarras, molduras, silêncio;
Músicas, principalmente;
Foram minhas armas;
Frágil usei escudos;
Para mais proteção muros.
Pode parecer exagero;
Esmero,
Pois; trata-se de amor;
Amar, perder, ganhar;
Sorrir, chorar.
Todo o cuidado,
Zelo esvaiu-se.
Não como um Raio;
Mas sim, lentamente;
Devido ao mérito;
A força leve;
O grito silencioso;
A voz aguda, não estridente;
De alguém que é gente;
Uma mulher,
A mulher.
Que se foi dura, foi ternura;
E venceu;
Meu medo, meu eu.
É a vida, é o tempero;
São os amores e os dissabores.
Ribamar – 02.06.08

1 comentários:

Elaine Barnes disse...

Pois é. Beleza de desabafo. Poético e sensível. Amei! bjs