Vim ao mundo inacabado,
Com necessidades, carências.
Cedo precisei trabalhar.
Sem dar conta
De que com meu suor
Teria meu pão.
Vendi sorvete,
Fui engraxate,
Sem entender de troco.
Conheci o trabalho
Sem saber quanto valia o que fazia.
Meu trabalho tinha
Forma, cor, movimento, som,
Mas parecia sem sentido.
Punha nele força física,
Espiritual e criatividade.
Na essência fui trabalho,
Atalho para viver, comer, dormir.
Fazia parte de uma família.
Com parentes, vizinhos,
No rural e no urbano.
Pensava e trabalhava,
Trabalhava e pensava,
Relacionando-me com os homens
E a natureza,
Transformando-a e me transformando,
Utilizando instrumentos,
Extensão da minha mão.
Senti-me em situações complexas,
Em outras sem nexo,
Visíveis e invisíveis,
De aparência e essência.
Tomei-me um ser social e histórico,
Pobre porque não vendi minha alma,
Sou produto das idéias,
E ideais,
Tenho pouco, sou muito.
Com necessidades, carências.
Cedo precisei trabalhar.
Sem dar conta
De que com meu suor
Teria meu pão.
Vendi sorvete,
Fui engraxate,
Sem entender de troco.
Conheci o trabalho
Sem saber quanto valia o que fazia.
Meu trabalho tinha
Forma, cor, movimento, som,
Mas parecia sem sentido.
Punha nele força física,
Espiritual e criatividade.
Na essência fui trabalho,
Atalho para viver, comer, dormir.
Fazia parte de uma família.
Com parentes, vizinhos,
No rural e no urbano.
Pensava e trabalhava,
Trabalhava e pensava,
Relacionando-me com os homens
E a natureza,
Transformando-a e me transformando,
Utilizando instrumentos,
Extensão da minha mão.
Senti-me em situações complexas,
Em outras sem nexo,
Visíveis e invisíveis,
De aparência e essência.
Tomei-me um ser social e histórico,
Pobre porque não vendi minha alma,
Sou produto das idéias,
E ideais,
Tenho pouco, sou muito.
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